domingo, 31 de janeiro de 2010

Um único golpe letal ou em doses homeopáticas ?

Só pra compartilhar......
Não vou contar a história na íntegra, não vale a pena o fiasco. Ou ando muito cega nas minhas escolhas, ou falta bebida alcóolica no sangue, ou a noite todos os gatos são pardos.
Você conhece alguém, rola todo aquele charme, troca telefone e quando volta a reencontrar a luz do dia.....dias depois, nossa descobre que cometeu um erro enorme, pra sair dessa saia justíssima é que são elas!
Gente eu não sei enrolar ninguém, prefiro um único golpe e letal mesmo ouvindo uma coisa inédita da boca de um rapaz: "ninguém pede o telefone de alguém pra sair uma única vez e nunca mais".....fiquei pasma, chocada, bege com isso....acho que eu devia dar alguns telefones pra ele trocar algumas idéias com os últimos que passaram na minha lista....tá feia a coisa !
Que mundo ele vive? com certeza não é o mesmo que o meu por váaaarios motivos. O rapaz claro nunca mais vai me ligar.... Graças a Deus!
Cheguei em casa e liguei pra uma amiga me sentindo mega culpada pelo meu péssimo comportamento, nessa hora pensei: vou pro inferno mesmo!
Essa amiga me disse que eu deveria ter enrolado e não ter sido tão direta, dizendo nas próximas ligações que não podia e assim inventando uma desculpa atrás da outra ...até ele cansar....porque uma hora cansa né ?!
Sabe aquelas desculpas esfarrapadas ? não posso hoje, não posso amanhã e quem sabe poderei algum dia 29 de fevereiro em ano bissexto? é bem por aí.
Ser cruel, é ser cruel não tem como amenizar esta atitude, mas eu ainda acho mais cruel quem sempre se desculpa pela falta de tempo, pela agenda lotadíssima de compromissos e principalmente quando você por ironia do destino descobre que é mentira....aí é o fim mesmo! afinal ninguém tem escrito "me engana que eu gosto" na testa.
Não existe "não posso, não dá" se você tem o mínimo de interesse na pessoa...nem que seja só pros dias de chuva, ou de sol, já que não para de chover.
Apesar de todo o meu sentimento de culpa, porque óbvio magoei alguém que não merecia, acho que optei pela melhor solução....isso já faz quase uma semana...já tô recuperada da minha síndrome de má.
E aí eu pergunto um único golpe letal ou em doses homeopáticas ? Fala sério ou você se dispõe a conhecer alguém ou não....e ponto.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Amor sem Escalas

Assisti "Amor sem Escalas" domingo passado, véspera do feriado em São Paulo.
O filme estava indicado a várias categorias para o Globo de Ouro, o Pré Oscar da academia, levou apenas a estatueta por melhor roteiro.
George Clooney é Ryan Bingham, um executivo que viaja mais de 300 dias por ano com a tarefa de demitir pessoas.
Solteiro convicto, tem uma metodologia para arrumar a mala, passar de aeroporto em aeroporto, viver em hotéis e alugar carros.
O filme é deprimente, retrata com honestidade e autenticidade o universo corporativo, mostra as diversas reações no momento crucial de qualquer ser humano, a hora da demissão.
Apesar de todo o charme quarentão e grisalho de George o filme não decola, nem quando retrata uma relação casual entre George e Vera Farmiga, ela executiva nos mesmos moldes de Clooney. Se conhecem em um bar,passam uma noite juntos e entre aeroportos e cidades se encontram casualmente, até o momento em que ele resolve milagrosamente tentar um romance sério e vai até ela descobrindo que é uma mulher casada e com filhos.
Antes que eu me esqueça, Clooney ou Ryan faz palestras de auto ajuda, fazendo uma analogia entre uma mochila e o que as pessoas carregam na vida, qual o peso e a importãncia de cada pessoa, de seus objetos e de suas situações. Uma espécie de "o que você carrega na vida, ou na mochila, que te pertence verdadeiramente.
Em resumo o filme que eu esperava anciosa para assistir foi uma decepção...





segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes

Abri minha temporada de cinema 2010 com um filme fantástico...."elementar, meu caro Watson":
Sherlock Holmes! com direção de Guy Ritchie
O filme é um misto de ação, aventura, romance e comédia, provavelmente todos que assistiram sairam do cinema com a mesma impressão, Guy Ritchie precisava se divorciar da Madonna mais vezes, pois ele se torna ainda melhor.
Segue abaixo texto publicado pela revista Veja SP no dia 06 de janeiro/ 2010, onde descreve perfeitamente Sherlock Holmes na versão atual.
"Sherlock, na recriação de Ritchie, não saca uma lupa a cada oportunidade, não usa boina de caçador nem sobretudo com capa, não diz "elementar, meu caro Watson" e, embora ainda fume cachimbo, prefere um modelo de haste reta à excêntrica haste curva. Essas alterações não são meros retoques cosméticos. São reflexos a que o diretor submete o personagem, e que traz para a superfície todas as suas características menos elogiáveis: o esnobismo, a presunção, a arrogância, o egoísmo, e a sem-cerimônia com que usa as pessoas – a começar por Watson, um médico respeitável e combatente condecorado da segunda guerra britânica no Afeganistão (1878-1880) que, nos livros, ele sempre tratou como um subalterno.
Esse tirano é aqui, interpretado por Robert Downey Jr., um dos poucos atores capazes de conferir traços redentores à petulância e torná-la até adorável. Com cabeleira revolta, energia incontida e entusiasmo infantil pela própria inteligência, esse Sherlock é um personagem ao qual se pode desculpar o jeito pernóstico. Vez ou outra, ele pode até ser colocado no seu devido lugar pelo Dr. Watson vivido com surpreendente vigor por Jude Law.
Ritchie sempre foi um diretor de ação extremamente inventivo. É também, por afinidade ainda que não por origem, um cultuador de uma faceta meio mítica de Londres, a de uma cidade sob cujo verniz de civilização pulsa um submundo tão violento quanto vibrante. Aplicando essas características à Inglaterra vitoriana e imperial, que criava na mesma medida poderio e degradação, ele faz a festa. Londres aparece sinistra e bela na sua sujeira. Sherlock agora é versado em artes marciais, não só porque os chutes, socos e pontapés são um jogo de xadrez que ele planeja lance por lance (e, o mais divertido, executa exatamente como planejou), mas porque o detetive tão frio e racional afinal contém uma legião de demônios sempre prestes a irromper, e precisa desse escape. O filme sugere uma relutância, até uma repugnância, um tanto reveladora na sua atração por Irene (em atuação radiante de Rachel McAdams) – mais ainda quando somada ao empenho com que ele tenta boicotar o noivado de Watson com a governanta Mary Morstan (Kelly Reilly).
Sherlock e Watson necessitam, claro, de um adversário pérfido - como Lorde Blackwood (Mark Strong), que se crê capaz de conjurar forças malignas que porão sob seu controle o Império Britânico".


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Certezas ...Mário Quintana

Hoje eu levantei tão acinzentada quanto o tempo... sem muito ânimo pra nada.

Pedindo já pra ser sexta-feira... o ano começou "Hot" no escritório, muitas coisas e tudo ao mesmo tempo como sempre... e eu não tô nesse pique de ficar "locca" logo no início.

Cheguei pouco antes das 9h e como todos os dias abri meus emails para começar a trabalhar. Recebi um texto lindo de um amigo (com certeza outras pessoas também receberam isso, não foi exclusivo a mim), talvez ele seja um "amigo especial", conheço pouco dele ou quase nada, convivo menos ainda infelizmente...mas sei que é um pisciano emotivo, sensível, que ora me encanta, ora me intriga.

Informei à ele que postaria no meu blog... " Obrigada querido por fazer do meu dia , menos cinzento!"

Segue o texto....

Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível...Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
(Mário Quintana)